.

Corajoso viajante...

"As citações, no meu trabalho, são como ladrões à beira da estrada, que irrompem armados e arrebatam o consciente do ocioso viajante".(Walter Benjamin )

Sou brasileira e não desisto nunca!..Sono brasiliano e non mollare mai!...I'm Brazilian and never give up!... Soy brasileño y nunca te rindas!...Je suis brésilien et de ne jamais abandonner!

.."Não há cidadania sem memória. E não há memória sem arte...A arte é o espelho da pátria. O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma." _______________________________Chopin

“ Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito. ” Jean Paul de Goudi -

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Minha Eterna Gratidão... ;D

Kahlil Gibran diz: "Deixai que haja espaço em vossa união. Deixai que os ventos dos céus dancem entre vós."



Sou no mínimo uma Menina que sonha com um futuro feliz, e no Máximo a mulher que busca esse futuro! Yara Grey

- Tim, Tim... prá você também....

Até breve...

Beijinhos Espiralados... ;D


2 comentários:

Jujuba disse...

Minha joia rara,com ceretza vc é a cultivadora de PESSOAS que conheço mas dedicada.

Beijos e uma semana MARAVILHOSA.

Beijossssssssss

domingo, julho 05, 2009 6:42:00 PM
Airen disse...

Eeeeeeeeeeeee!!! Que lindo!!!!

TIN TIN, Strellinha!!!!

Amo!

Beijocas!

segunda-feira, julho 06, 2009 10:03:00 AM

Espirito do Fogo

"Quando a Terra e as leis da Natureza Cósmica e Terrena foram criadas, os anciões da sabedoria fizeram uma roda e as narraram diante de uma fogueira, de modo que todo o fogo gravou na memória todas as leis e o calor da sabedoria dos anciões. Por isso, quando uma fogueira se ascender e um círculo de pessoas se unir em torno do fogo, as leis serão aprendidas novamente no coração humano". Kaká Werá Jecupé, em A Terra dos Mil Povos.

Justiça

“Não há quem pegue um tufão ou ataque uma tormenta, tanto puxa que arrebenta o jugo totalitário, há de acabar o calvário e antes que clareie um dia, a justiça vai dar cria do ventre da liberdade. ” (Adalberto Jardim e Lauro Simões)

Folhas soltas

Abraço (21) AIDS (1) alimentação (3) Amigos (6) Amor (1) Animais (1) Ano Novo (5) Árvores (7) Atitudes (1) Avós (1) batalha (2) Biblioteca (2) blues (1) c (1) cantor (2) capitalismo (2) Carnaval (2) Carvalho (1) casa (4) Celebração (35) chá (1) chimarrão (1) ciganos (3) Comportamento (1) consumismo (4) Coragem (5) Corrupção (5) crenças (25) Crianças (5) cultura (75) Cura (2) Dança (9) Ditadura (3) ecologia (4) educação (33) emoções (14) energia (1) escritor (4) Esperança (41) Espiritualidade (5) Esteriótipos (1) ética (16) exemplo (3) exemplos (1) Familia (15) Família (4) (1) Feminino (1) festas (3) filme (1) fogão (1) história (34) histórias (10) Homem (17) Homens (21) Homofobia (1) Humor (1) Índio (5) infância (1) Jesus (4) literatura (16) Livro (7) Livros (7) Lua (1) Mãe (1) máscaras (2) masculino (5) Maturidade (8) melodia (2) memória (14) memórias (40) Mensagem (10) mudança (5) Mulheres (20) musica (4) Música (10) namorados (6) Natal (4) Natureza (10) novo (1) Oração (2) orixás (1) Páscoa (2) passado (5) Pessoas (23) poesia (11) Poeta (5) política (12) Prece (6) raizes (10) raízes (7) receita (3) reflexão (51) Respeito (30) Revival (3) Santo Antonio (1) São João (1) Saturno. memória. (5) Saudade (7) saude (2) Sentimentos (28) sociedade (30) solidariedade (9) Solstício (2) sonhos (4) tango (2) Terra (6) trabalho (9) valores (28) video (6) vídeo (18) Viver bem (19)

INSPIRAÇÃO

Pessoas que nos mostram, com seu exemplo, como é viver respeitando seus valores. “O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.” (Provérbio Hindu)

ADÉLIA PRADO

Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935. Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

"Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando."

ANITA GARIBALDI

Anita Garibaldi(1821-1849), óleo sobre tela, Johann Moritz Rugendas, século XIX

Anita Garibaldi Heroína brasileira, nasceu em Morrinhos, SC, então município de Laguna, em 30 de agosto de 1821. Quando surgiu a Revolução Farroupilha, deixou o seu marido e ligou-se a Giuseppe Garibaldi que a unira ao movimento. Deu o seu primeiro tiro de canhão, na Batalha de Laguna. Devido a oposição dos pais, Garibaldi raptou-a, indo regularizar o casamento em 26 de março de 1842, no Uruguai. Tornou-se uma companheira destemida do esposo, participando em seus combates, lutou pela unificação e libertação de Itália. Mais tarde viu-se sitiada pelas forças legalistas, conseguindo fugir. Nasceu o seu primeiro filho no dia 16 de setembro de 1840. Em 1847 Anita seguiu para a Itália levando seus três filhos. Reuniu-se a Garibaldi pouco depois em Nice. Tomou parte dos combates de Roma; os amotinadores foram obrigados a se retirarem em barcos de pesca, os quais a maior parte caiu em poder dos Austríacos. Porém o que conduzia o casal encalhou numa praia. Anita e Giuseppe com alguns companheiros abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravena. Anita teve o seu estado sensivelmente agravado pela febre tifóide, durante os combates em Roma, vindo a falecer antes de completar trinta anos de idade. Em sua memória ergueram vários monumentos no Brasil e na Itália.

ANTHONY QUINN

Anthony Quinn, ator norte-americano, nasceu no dia 21 de Abril de 1915 em Chihuahua, México e faleceu no dia 3 de Junho de 2001 em Boston, E.U.A. Consta que o apelido "one-man tango" foi dado a Anthony Quinn pelo cineasta Orson Welles. A expressão se refere a alguém tão autoconfiante, que seria capaz de dançar um tango sozinho. "One-man Tango" é o nome da autobiografia de Anthony Quinn - o homem que fez mais de 150 filmes, foi actor, director e produtor, além de pintor e escritor. Anthony Quinn, cujo nome de origem é Antonio Rudolfo, nasceu no México, mas cedo mudou-se com a família para os Estados Unidos. Dentre os muitos filmes que fez está Oriundi, que é um filme brasileiro de 1999 dirigido por Ricardo Bravo e com roteiro de Marcos Bernstein. As filmagens ocorreram na cidade brasileira de Curitiba, no Paraná. Anthony Quinn talvez seja o ator que mais papéis diversificados fez, e caracterizou-se por representar personalidades famosas: foi Barrabás e o magnata grego Onassis. Dentre outros gregos que interpretou está talvez o seu papel mais carismático: Zorba, meu filme preferido. Em 2001 interpretou seu último papel, no filme "Vingando Ângelo". Pouco depois das filmagens, Anthony Quinn faleceu de complicações pulmonares decorrentes de um câncer na garganta. Escreveu duas autobiografias, "Pecado Original" e a já citada "Tango de um Homem Só".

AUDREY HEPBURN

Em 1986, Audrey Hepburn tornou-se Embaixadora da UNICEF, na defesa dos interesses das crianças pobres e desfavorecidas. Acompanhada pelo seu então companheiro Robert Wolders, por alguns amigos e fotógrafos, viajou em várias missões para dar conhecimento ao mundo das humilhantes condições de vida das crianças do Sudão, El Salvador, Honduras, Equador, Bangladesh, Vietname, Tailândia, Etiópia e Somália. Estas viagens serviram-lhe para que, em primeira mão, visse o sofrimento, a fome e a miséria das crianças por todo o mundo. Ela e sua família foram vítimas da 2ª Guerra Mundial. Aos 63 anos, vítima de câncer, o mundo chorou a ausência de umas das mais belas e refinadas mulheres de que se tem notícia.

BOUDICA - BÓDICA OU BOUDICEA - Rainha dos ICENOS

Conhecida como Boudica, Bódica ou ainda Boudicea, está para os Ingleses como Viriato para os Povos Ibéricos e Vercingetorix para os Franceses. Marcada pela dor e tragédia pessoal, despojada de tudo quanto tinha pelo Governador Romano da região, irá vingara-se ao reunir o maior exercito que as hostes Romanas até então viram em terras bretãs! Deixando marcas que até hoje são visíveis no solo londrino! É por essa, e tantas outras mulheres, que de alguma forma, conseguiu-se romper, pelo menos em parte, com o jugo desigual, que por incrível que pareça, existe até hoje... Boudica - GUERREIRA - que nos faz sentir orgulho, em cada passagem de sua história...E para quem gosta de filme existe um que retrada sua saga muito bem. O filme: A Rainha da Era de Bronze. Quem foi Boudica?
Foi a rainha celta que liderou os Icenos, juntamente com outras tribos, numa revolta contra as forças romanas que ocupavam a Grã-Bretanha em 60 ou 61 d.C. durante o reinado do imperador Nero.
O nome Boudica poderá significar "vitória".
http://1.bp.blogspot.com/_d9Az3Ali7Tw/S3dsg_xwhOI/AAAAAAAAAc8/GqHXp7ULQAw/s320/boudicca.jpg Estátua de Boudica em frente do Parlamento Inglês
É descrita pelo historiador Dião Cássio da seguinte forma:
"Boudicea era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multi-colorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que deitassem-lhe os olhos." A Rainha Guerreira dos Icenos desaparecera da história durante séculos, mas foi trazida de volta à vida no século XVI (16) pelas mãos da Rainha Isabel I, interessada em promover o conceito da rainha guerreira e foi transformada nessa altura num ícone histórico.

CARL EDWARD SAGAN

“Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.” Carl Edward Sagan, Astrônomo e Biólogo, nasceu em New York, Estados Unidos, em 9 de novembro de 1934. Em 1960, obteve o título de doutor pela Universidade de Chicago. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da Astronomia. Em 1968, foi para a Universidade de Cornell, onde dirigiu o Laboratório de Pesquisas Planetárias. Sagan interessava-se pela pesquisa de vida extraterrestre, razão pela qual desenvolveu trabalhos voltados à escuta de sinais vindos do espaço cósmico.

Carl Sagan (1934 - 1996 )

Sagan era brilhante em suas idéias. Numa conferência, era capaz de discutir detalhes sobre moléculas orgânicas e a origem da vida, ou lançar uma discussão sobre política. Parecia entender de tudo. Foi co-fundador e presidente da Sociedade Planetária e ainda Cientista Visitante Distinto no Laboratório de jato-propulsão da NASA. Recebeu 22 títulos honoris causa de universidades americanas. Seu último livro foi "O Mundo Assombrado Pelos Demônios - a ciência vista como uma vela no escuro", já lançado no Brasil, no qual demonstra nítida preocupação com o espaço cada vez maior ocupado, nos meios de comunicação, pelas explicações pseudo-científicas e místicas. Carl Sagan morreu no dia 20 de dezembro de 1996 no Centro de Pesquisas do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, Estados Unidos, depois de uma batalha de 2 anos com grave doença na medula óssea. Ele já havia recebido um transplante de medula em abril de 1995. Sagan sempre será lembrado como um gigante da Astronomia mundial. O mundo da Astronomia ficou um pouco mais pobre, mas o céu, sem dúvida alguma, ganhou mais uma estrela.

CECÍLIA MEIRELES

"...Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..." (Romanceiro da Inconfidência) (07/11/1901)(09/11/1964) Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde: "Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. (...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

CHAVELA VARGAS

Isabel Vargas Lizano, conhecida como Chavela Vargas, (San Joaquín de Flores, Costa Rica, 17 de abril de 1919) é uma cantora da tradição ranchera mexicana. Se mudou para o México aos 15 anos em busca de paz e uma carreira. O país a acolheu e lhe deu tudo que desejou. Iniciou sua carreira aos 32 anos e teve grande evidência nos anos 1950. Conhecida por sua maneira chorosa e intensa de cantar. Encantou o mundo com sua voz incomparável. Foi amiga da pintora Frida Kahlo. Após uma carreira bem sucedida no gênero, e a posterior decadência obtida pelo consumo excessivo de alcool, foi redescoberta em 1992 pelo cineasta Pedro Almodóvar, que resgatou seu talento agora com quase 80 anos, apresentando-a em seus filmes. Publicou sua autobiografia em 2002 em livro intitulado Y si quieres saber de mi pasado. Atualmente, aos 90 anos, mora em Tepoztlán, lugar no qual se inspirou para compor a canção Maria Tepozteca.

CHE GUEVARA

Diários de Motocicleta, vale assistir... "Com tantas facetas com que lidar, formou-se um nó górdico que eu não sabia como desatar (...)." 1960 - arquivo pessoal "Aprendi, no Congo. Há erros que não voltarei a cometer. Talvez haja outros que repetirei e novos que cometerei. Saí com mais fé do que nunca na luta de guerrilha, mas nós fracassamos. Minha responsabilidade é grande. Não esquecerei a derrota, nem suas mais valiosas lições." Fonte: CHE GUEVARA Uma Biografia - 1997 - Jon Lee Anderson Ernesto Guevara de la Serna – CHE GUEVARA Nascimento: 14 de junho de 1928 em Rosário, Província de Santa Fé Argentina Morreu em 09 de outubro de 1967 (39 anos)em La Higuera, Bolívia Ocupação: Médico, fotógrafo e guerrilheiro

CLARICE LISPECTOR

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..." Clarice Lispector nasce em Tchetchelnik, na Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1920, tendo recebido o nome de Haia Lispector, terceira filha de Pinkouss e de Mania Lispector. Seu nascimento ocorre durante a viagem de emigração da família em direção à América. Clarice morre, no Rio, no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes do seu 57° aniversário vitimada por uma súbita obstrução intestinal, de origem desconhecida que, depois, veio-se a saber, ter sido motivada por um adenocarcinoma de ovário irreversível. O enterro aconteceu no Cemitério Comunal Israelita, no bairro do Caju, no dia 11. Vai ao ar, pela TV Cultura, no dia 28/12, a entrevista gravada em fevereiro desse ano.

CORA CORALINA

Cora Coralina (Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas), 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás. Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911 conhece o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem foge. Vai para Jaboticabal (SP), onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência. Seu marido a proíbe de integrar-se à Semana de Arte Moderna, a convite de Monteiro Lobato, em 1922. Em 1928 muda-se para São Paulo (SP). Em 1934, torna-se vendedora de livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Em 1980, Carlos Drummond de Andrade, como era de seu feitio, após ler alguns escritos da autora, manda-lhe uma carta elogiando seu trabalho, a qual, ao ser divulgada, desperta o interesse do público leitor e a faz ficar conhecida em todo o Brasil.

ELVIS PRESLEY

ELVIS PRESLEY - Considerado o rei do rock'n'roll, Elvis Aaron Presley nasceu no Mississípi, em 1935, numa família religiosa, o que fez com que cantasse em corais nas igrejas desde criança. http://www.grupoescolar.com/a/b/0E380.jpg Elvis Aaron Presley (1935 – 1977)

Foi um dos maiores músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado como Rei do Rock. É também conhecido pela alcunha Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 1950 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século XX.

Um dia, foi visto cantando "That's Alright Mamam", pulando pelo estúdio e batendo no violão. Pediram que ele fizesse outra vez, gravaram e a canção chegou a ser tocada no rádio, sendo que sua interpretação foi considerada bem aceitável, em se tratando de um músico branco e um blues.

O fim de Elvis Presley foi chorado no mundo inteiro e os fã-clubes continuam vivos. Seu pioneirismo e influência sobre uma vasta geração de músicos são incontestáveis. Acredita-se que ele vendeu mais discos do que os Beatles, e é praticamente impossível um levantamento completo de sua imensa discografia.

FLORBELA ESPANCA

A vida é sempre a mesma para todos: rede de ilusões e desenganos. O quadro é único, a moldura é que é diferente. Florbela Espanca Mesmo antes de seu nascimento, a vida de Florbela Espanca já estava marcada pelo inesperado, pelo dramático, pelo incomum. Seu pai, João Maria Espanca era casado com Maria Toscano. Como a mesma não pôde dar filhos ao marido, João Maria se valeu de uma antiga regra medieval, que diz que quando de um casamento não houver filhos, o marido tem o direito de ter os mesmos com outra mulher de sua escolha. Assim, no dia 8 de dezembro de 1894 nasce Flor Bela Lobo, filha de Antónia da Conceição Lobo. João Maria ainda teve mais um filho com Antónia, Apeles. Mais tarde, Antónia abandona João Maria e os filhos passam a conviver com o pai e sua esposa, que os adotam. Em dois de dezembro de 1930, Florbela encerra seu Diário do Último Ano com a seguinte frase: “… e não haver gestos novos nem palavras novas.” Às duas horas do dia 8 de dezembro – no dia do seu aniversário Florbela D’Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo dois frascos de Veronal. Algumas décadas depois seus restos mortais são transportados para Vila Viçosa, “… a terra alentejana a que entranhadamente quero”.

FRIDA KAHLO

Frida Kahlo (1907-1954), pintora mexicana que realizou principalmente auto-retratos, nos quais utilizava uma fantasia e estilo inspirados na arte popular do seu pais. Aos 16 anos, enquanto estudante, teve um grave acidente que a levou começar a pintar durante a recuperação. "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar. Para a pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Lúcia Helena Vianna, Frida Kahlo inscreveu seu corpo fragilizado em escritos e desenhos, mas a dor é sublimada com humor. "Ela tece um elo indestrutível entre vida e obra, com a explícita conexão de tinta e sangue", diz. O exemplo mais belo, em superação...

HILDEGARD VON BINGEN

Hildegard von Bingen viveu de 1098 a 1179, na Renânia. Ela foi uma extraordinária pensadora, uma grande filósofa e teóloga. Ela era uma freira que - coisa raríssima na época - fazia sermões públicos, os quais além de atrair pela riqueza de conteúdo, atraíam também multidões pelo carisma. Dentre outras qualidades, ela era compositora (suas músicas foram recentemente gravadas), escritora, médica, botânica. De certa forma, ela possivelmente tenha sido a primeira cientista após a destruição definitiva da biblioteca de Alexandria. Na totalidade da história ocidental, o século 12, na Alemanha, nos chama a atenção pelo profundo mergulho espiritual dos pensadores da época, na maior parte religiosos, que possibilitaram uma ambiente extremamente místico que se refletiu na arte e cultura do tempo, e que ainda hoje exercem um fascínio mágico e racionalmente incompreensível ao homem moderno, mas que emociona profundamente e enleva a alma: o estilo Gótico. Hildegard escrevia tudo o que lhe acontecia, e suas visões se transformaram num livro chamado Scivias (Conhecer o Caminho). Muitas vezes ele diria que suas visões e as sensações a elas vinculadas eram difícies de serem postas em palavras. Eram experiências que transcendiam o nosso modo convencional de perceber as coisas. Mas ela tinha que descrever suas experiências de alguma forma, sentia uma grande necessidade de comunicá-las. Por isso não é de se estranhar que toda a riqueza de suas experiências místicas tenham sido relatadas sob a forte capa cultural típica dos escritos da época. Durante mais de 25 anos, ela escreveu um número extraordinário de documentos e trabalhos sobre a relação humana com o plano divino da criação. Também produziu fascinantes estudos sobre botânica e medicina.

"A insistência de Hildegard em sua humildade, reafirmando constantemente ser apenas um veículo para a palavra divina, abre espaço para que o maravilhoso e o fantástico possam aflorar livre de censura em seus escritos."

INDIRA GANDHI

MODESTA E PODEROSA A atuação de Indira Gandhi teve grande influência na consolidação das instituições políticas de seu país. Uma personagem pequena, de aspecto delicado, cabelos grisalhos e olhos negros profundos, que foi considerada a mulher mais importante do mundo. Certa vez, perguntada sobre a diferença da mulher e do homem na condução de um país, respondeu prontamente: "Alguns dizem que a mulher não tem tanta força quanto um homem. Não sei, não posso dizer nada, nunca fui homem, mas eu tenho com certeza mais força física do que qualquer um daqui".

Em 31 de outubro de 1984, Indira Gandhi foi assassinada por sikhs, membros de sua guarda pessoal, em Nova Delhi.Seu filho, Rajiv Gandhi, que ocupou seu posto mais tarde na condução do país, também foi assassinado, em 1991.

ISABEL ALLENDE

Isabel Allende Llona (Lima, 2 de Agosto de 1942) é uma jornalista e escritora chilena, atualmente radicada nos Estados Unidos da América. Filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. Isabel é considerada uma das principais revelações da literatura latino-americana da década de 1980. Sua obra é marcada pela ditadura no Chile, implantada com o golpe militar que em 1973 derrubou o governo do primo de seu pai, o presidente Salvador Allende (1908-1973). Escreveu A casa dos espíritos (1982) e ganhou reconhecimento de público e crítica. A obra é filmada em 1993 por Bille August, com Jeremy Irons e Meryl Streep. Em 1995 lança o livro Paula, que a autora escreve para a sua filha que está em coma devido a um ataque de porfiria. Como a autora não sabia se a memória voltasse após a saída do coma, Isabel Allende resolve contar a sua história para auxiliar a sua filha a lembrar dos fatos. Paula passa a ser então um retrato auto-biográfico. Sua filha não volta do coma e morre um tempo depois.

ISADORA DUNCAN

Angela Isadora Duncan, bailarina norte-americana - (26/5/1877-14/9/1927)

Isadora Duncan, uma das maiores bailarinas do início do século XX.

Com um treinamento técnico incipiente, ela rejeitou as regras da balé clássico e partiu para criar um estilo próprio de dançar, com túnicas esvoaçantes e pés descalços como sua marca. Em Paris (1902), desgraçadamente seus dois filhos, Deirdre e Patrick, morreram afogados no rio Sena (1913) juntamente com sua governanta inglesa, o que a levou a retirar-se temporariamente de cena. Morava na Riviera francesa, onde morreu acidentalmente, sem fortuna e esquecida, enforcada pela própria echarpe, que se enrolou nas rodas do automóvel que dirigia. Escreveu The Dance (1909) e o autobiográfico My Life (1927). Além desses e de vários artigos em periódicos, também postumamente foi editado o The Art of the Dance (1928).

ISRAEL KAMAKAWIWO'OLE

Israel Kamakawiwo’ole, popularmente conhecido com IZ, Israel Ka‘ano‘i Kamakawiwo'ole (pronúncia IPA [kamakaʋiwoˈʔole]; nasceu em Honolulu, no dia 20 de Maio de 1959 - e faleceu em Honolulu, 26 de Junho de 1997) foi sem dúvida o artista mais popular do Havai… http://jornale.com.br/wicca/wp-content/uploads/2009/06/israel_kamakawiwo.jpg Sozinho com o tradicional violão havaiano, criou um estilo próprio e acabou gravando em 1993 o clássico Somewhere Over The Rainbow do filme O Mágico de OZ mesclando com outro clássico What a Wonderful World, o que lhe rendeu vários prêmios… Após o lançamento do álbum Ka’ano’i, o que muita gente não sabe, ou não se fala muito é que IZ teve grande participação política através de sua música, principalmente com as canções ‘E Ala ‘E e Starting All Over Again, que indiretamente falam sobre a independência da ilha. Em 1997, Israel Kamakawiwo’ole foi honrado pela Hawaii Academy of Recording Arts e recebeu o título de melhor vocalista do ano e melhor álbum do ano… IZ assistiu às cerimônias já no quarto do Hospital… Nos últimos anos de sua vida, IZ chegou a uma obesidade extrema, a ponto de atingir 340 kgs. Resistiu a diversas hospitalizações, mas veio a falecer aos 38 anos em 26 de junho de 1997… Após sua morte o 'Delicado Gigante', assim chamado por seus admiradores continuou com a imagem de positividade e paz e se tornou o símbolo maior da música havaiana. Download Israel Kamakawiwo’ole – Somewhere Over The Rainbow

JOANA D'ARC

Joana D'arc nasceu na França no ano de 1412 e morreu em 1431. Foi uma importante personagem da história francesa, durante a guerra dos cem anos(1337-1453), quando seu pai enfrentou a rival Inglaterra. A história da vida dessa heroina francesa é marcada por fatos trágicos. Quando era criança presenciou o assassinato de membros de sua familia por soldados ingleses que invadiram a vila em que morava. Com 13 anos de idade ela começou a ter visões e receber mensagens que ela dizia ser dos santos Miguel, Catarina e Margarida. Nessas mensagens ela era orientada a entrar pelo exercito frânces a ajudar seu reino na guerra contra a Inglaterra. Motivada pelas mensagens cortou o cabelo bem curto, vestiu-se de homem e começou a fazer treinamentos militares. Foi aceita no exercito frânces, chegando a comandar tropas. Suas vitórias importantes e o reconhecimento que ganhou do rei Carlos VII despertaram a inveja em outros lideres miltares da França. Estes começaram a conspirar e diminuiram o apoio de Joana D'arc.

JORGE AMADO

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Itabuna, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento se deu na Fazenda Auricídia, à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangy. Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna.

Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta, Gabriela e Tereza Batista são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos.

Suas obras são umas das mais significativas da moderna ficção brasileira, com 49 livros, propondo uma literatura voltada para as raízes nacionais. Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas.

Era casado com Zélia Gattai, também escritora, e quem o sucedeu na Academia Brasileira de Letras. Com ela teve dois filhos: João Jorge, sociólogo, e Paloma.

Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Escritor profissional, viveu exclusivamente dos direitos autorais dos seus livros.

Jorge Amado, ainda é, o autor brasileiro mais publicado em todo o mundo: sua obra foi editada em 52 países, e vertida para 49 idiomas e dialetos.

LADY GODIVA

Lady Godiva viveu no período de 990 a 1067 em Conventry, Inglaterra, foi esposa de Leofric, duque de Mércia. Lady Godiva (Bronze Sculpture) Conta a lenda que Godiva, em protesto aos altos impostos cobrados pelo marido à população de Conventry, fez um pacto com o esposo. Em troca de reduzir os impostos, desfilaria nua, montada em seu cavalo com a condição de os impostos serem reduzidos à população de Conventry. Diante a postura de Godiva, em gratidão a população de Conventry, no momento em que ela desfilava, fechou-se em suas casas para não produzir constrangimento à sua bem feitora. Um único aldeão não aderiu à decisão dos demais e quando presenciou Godiva nua, cavalgando pelas ruas, ficou irremediavelmente cego. Uma vez concluído o desfile, Leofric cumpriu a sua palavra e reduziu a carga tributária à população de Conventry. Decorridos praticamente mil anos, no aniversário do desfile, algumas mulheres ainda repetem o feito de Lady Godiva, desfilando nuas, a cavalo, pelas ruas de Conventry.

LYA LUFT

Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Por se tratar de cidade de colonização alemã, as crianças, em quase sua totalidade, falavam alemão, e os livros utilizados nas escolas vinham da Alemanha. Com onze anos, Lya decorava poemas de Goethe e Schiller. Posteriormente, estudou em Porto Alegre (RS), onde se formou em pedagogia e letras anglo-germânicas. "Não existe isso de homem escrever com vigor e mulher escrever com fragilidade. Puta que pariu, não é assim. Isso não existe. É um erro pensar assim. Eu sou uma mulher. Faço tudo de mulher, como mulher. Mas não sou uma mulher que necessita de ajuda de um homem. Não necessito de proteção de homem nenhum. Essas mulheres frageizinhas, que fazem esse gênero, querem mesmo é explorar seus maridos. Isso entra também na questão literária. Não existe isso de homens com escrita vigorosa, enquanto as mulheres se perdem na doçura. Eu fico puta da vida com isso. Eu quero escrever com o vigor de uma mulher. Não me interessa escrever como homem."

LUDWIG VAN BEETHOVEN

A música é capaz de reproduzir, em sua forma real, a dor que dilacera a alma e o sorriso que inebria. Ludwig van Beethoven http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRjwVvck9q66Q5agadJHwr1NRhIHm43M_VeVfX2NoxM91ewW-egyw

Ludwig van Beethoven, batizado em 17 de dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo (século XVIII) e o Romantismo (século XIX). É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem, como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos. "O resumo de sua obra é a liberdade," observou o crítico alemão Paul Bekker (1882-1937), "a liberdade política, a liberdade artística do indivíduo, sua liberdade de escolha, de credo e a liberdade individual em todos os aspectos da vida".

MARTIN LUTHER KING

“O QUE MAIS PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS VIOLENTOS, NEM DOS CORRUPTOS, NEM DOS DESONESTOS, NEM DOS SEM ÉTICA. O QUE PREOCUPA É O SILÊNCIO DOS BONS ” Martin Luther King Martin Luther King nasceu em 15 de janeiro de 1929 em Atlanta na Georgia, filho primogênito de uma família de negros norte-americanos de classe média. Seu pai era pastor batista e sua mãe era professora. Com 19 anos de idade Luther King se tornou pastor batista e mais tarde se formou teólogo no Seminário de Crozer. Também fez pós-graduação na universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott, uma estudante de música com quem se casou. Em seus estudos se dedicou aos temas de filosofia de protesto não violento, inspirando-se nas idéias do indu Mohandas K. Gandhi. Em 4 de abril de 1968 King foi baleado e morto em Memphis, Tenessee, por um branco que foi preso e condenado a 99 anos de prisão.

MÃE STELLA DE OXOSSI

Maria Stella de Azevedo Santos - Iya Odé Kayode - nasceu no dia 2 de maio de 1925, na Ladeira do Ferrão, no Pelourinho, na cidade de Salvador. É a quinta Iyalorixá do Ilê Axé Opó Afonjá em Salvador, Bahia. Seus pais se chamavam Thomazia de Azevedo e Esmeraldino Antigno dos Santos. Como ficou órfã bem cedo, ela foi adotada por uma irmã de sua mãe (Archanjá de Azevedo), que era casada com José Carlos Fernandes, um abastado tabelião, proprietário de um cartório na Bahia. Formada em enfermagem, pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, com especialização em Saúde Pública, Stella exerceu a profissão durante trinta anos.

Quando Mãe Stella foi escolhida ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, Dona Milta explicou que não conseguia aceitar o peso da responsabilidade que caía sobre os ombros da irmã:

"Corri para dona Menininha do Gantois, implorando que ela desse um jeito, mas ela, Mãe Menininha, disse: 'Isso não é comigo, isso é com os orixás, eles sabem que Stella tem força, eles a conhecem. Vi que era um poder maior e lembrei de Camões, 'Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta...' Vi que não podia fazer nada."

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Ela declarou:

O que nós pregamos, sempre, é o respeito mútuo. O importante é que não existam agressões. O entrosamento não tem muita importância porque são religiões paralelas. O importante, eu volto a afirmar, é que exista o respeito. Existem pessoas que freqüentam o terreiro e que vão à igreja, e isso é normal. Quando falei da questão do sincretismo, me referia ao fato de não se misturar as obrigações. Como, por exemplo, fazer sua obrigação para o orixá e ir à igreja porque sincretizou o orixá com um santo. Não sou contra a Igreja Católica e, sim, contra o sincretismo. A nossa maior preocupação é que o ser humano se sinta bem, se realize. Se isso acontece freqüentando as duas crenças, melhor para ele.

Filosofia do povo africano:

- É na alegria e na generosidade que se encontra a força que se precisa para enfrentar os obstáculos da vida: “Lé tutu lé tutu bó wá” = “Sigamos em frente alegremente, sigamos em frente iluminados, dividindo o alimento adquirido”.

Em 1999, Mãe Stella conseguiu o tombamento do Ilê Axé Opô Afonjá pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão ligado ao Ministério da Cultura.

Em 2010, recebeu das mãos da vereadora Olívia Santana uma placa pelo centenário do terreiro Opó Afonjá ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira e do secretário estadual da Cultura, Márcio Meirelles, no Plenário da Câmara de Salvador, Bahia. (fontes: Diário Oficial do Legislativo, 15 de Julho de 2010.)

Ora Ieiê Ô

MARIA MADALENA

Quem foi verdadeiramente Maria Madalena?

'Maria Madalena',1858-60, óleo sobre madeira, Delaware Museum, EUA, Anthony Frederick Sandys

"Maria Madalena é uma figura multifacetada e fugidia, resultado de múltiplas interpretações a partir da história real e de construções, sonhos, expectativas, repressões, sempre fascinante e provocatória, prostituta, amante e esposa, pecadora e penitente, pagã e cristã, ideal da mulher apaixonada que segue Jesus Cristo. Com o romance O Código da Vinci, Maria Madalena, identificada com o Santo Graal, tornou-se uma figura que atraiu as atenções. Com a "tese" do casamento de Jesus e Maria Madalena, parecia que era possível encontrar a descendência carnal de Jesus. Para lá da acção vertiginosa, o sucesso do livro dever-se-á também ao facto de pretender responder a uma curiosidade legítima, constantemente sufocada: como poderá ter sido a vida sexual de Jesus? Mas é bom prevenir que se trata de uma obra de ficção. O leitor tem agora, finalmente, a possibilidade de aproximar-se da verdadeira história de Maria Madalena e da sua identidade, com a oportunidade de uma reconciliação com o corpo e o feminino." Anselmo Borges

MARIA DA PENHA

Maria da Penha Fernandes, biofarmacêutica, pós-graduada, lutou durante quase 20 anos para ver seu agressor condenado. Em 1983 seu marido, o professor universitário de economia, colombiano naturalizado brasileiro, Marco Antonio Herredia tentou matá-la duas vezes. Na primeira tentativa ele deu tiro pelas costas e ela ficou paraplégica. Herredia alegou tratar-se de uma tentativa de roubo. Na segunda tentativa, duas semanas após ela sofreu eletro-choque durante o banho. Herredia teria agido de forma premeditada, pois semanas antes da agressão tentou convencer Maria da Penha a fazer um seguro de vida em seu favor e cinco dias antes obrigou-a a assinar o documento de venda de seu carro sem que constasse do documento o nome do comprador. Na ocasião ela tinha 38 anos e três filhas com idades entra 2 e 6 anos, foi quando decidiu separar-se. Hoje tem 50 e poucos anos. Como desabafo, Escreveu um livro sobre sua história, intitulado Sobrevivi, posso contar. A Lei "Maria da Penha " foi sancionada pelo Presidente Lula no dia 7 de agosto de 2006 e garante o direito das mulheres contra a violência. Passa a punir com rigor os crimes de violência contra as mulheres.

MARIA MONTESSORI

Maria Montessori (1870-1952), primeira mulher italiana a se tornar médica, e sem dúvida uma das maiores educadoras do século passado. "MARIA MONTESSORI nasceu em 31 de Março de 1870, em Chiaravalle, de uma família conhecida pelo seu fervor religioso; feitos os estudos elementares, entrou na Universidade, matriculando-se na Faculdade de Medicina; a resolução causou estranheza porque até aí nenhuma mulher ousara cursar a Faculdade: considerava-se, em toda a Itália, que não eram trabalhos a que se pudessem dedicar as mulheres, sobretudo as que tinham amor de Deus e das coisas sagradas; Maria Montessori arrostou com todas as oposições, venceu uma a uma as resistências, impôs-se pelo seu gosto do estudo; respeitavam-na os mestres e os condiscípulos, todos que a conheciam foram louvando a sua inteligência e a sua coragem; havia nela um desejo de ver claramente os problemas, uma ânsia de servir a humanidade, um poder de iniciativa que lhe preparavam uma carreira brilhante. Hoje, os livros de Maria Montessori estão traduzidos em numerosas línguas, entre as quais o chinês e o árabe; há escolas Montessori em todo o mundo, até no Tibete e no Quénia; na Itália, na Hungria, na Holanda, no Panamá e na Austrália, os governos mandam adoptar o método nas escolas oficiais e modificam as leis escolares, todas as vezes que há entre elas e o funcionamento das escolas qualquer incompatibilidade; a preparação dos mestres também não foi descuidada e em vários países existem escolas de formação montessoriana; a sociedade Montessori tem secções em todas as terras civilizadas e funda escolas, organiza conferências, cursos de férias; o movimento amplia-se cada vez mais, embora com todas as modificações que os progressos recentes da pedagogia apresentam como aconselháveis. (Agostinho da Silva, O Método Montessori, pp.11-20)

MARIA QUITÉRIA

"AH, EU MORRO DE VERGONHA!" Heroína das guerras pela independência do Brasil: 1792(?) - 1853(?) Nunca pensei em pisar num palácio. Quitéria, eu disse a mim mesma, foste criada para andar de pés nus e cabelos ao vento. Quitéria, és uma tabaroa. E no entanto, o que fizeram de mim? Ou melhor, o que a vida fez de mim? Nunca pensei que, ao pegar em armas, ao entrar naquela guerra do Recôncavo, eu acabaria aqui, hoje, nesta recepção palaciana. O Imperador vai entrar. É ele, é ele. Altaneiro no porte, com aquelas dragonas douradas, o dólmen justo salientando o peito, a barba negra. A gente conhece logo um Imperador pela barba e, também, pelo jeito direto e franco de olhar. Um olhar sem medo, u, olhar dentro dos olhos —olhar de quem tudo ousa, de quem sabe que tudo pode. A biografia da heroína, na tarde e crepúsculo de sua vida, pode resumir-se em poucas linhas: casamento com o noivo antigo - ou namorado - que deixara ao partir para a guerra; morte do marido; cegueira progressiva e pobreza extrema; e, por fim, provavelmente em 1853, sua morte, nas imediações de Salvador, para onde a filha a levara. Morreu esquecida, aos 61 anos. Não teve o mausoléu comumente reservado aos heróis. Ignora-se onde está o túmulo.

MERCEDES SOSA

Mercedes Sosa (San Miguel de Tucumán, 9 de julho de 1935 — Buenos Aires, 4 de outubro de 2009) foi uma cantora argentina de grande apelo popular na América Latina. Com raízes na música folclórica argentina, ela se tornou uma das expoentes do movimento conhecido como Nueva canción. Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia (no exterior acreditava-se erroneamente que era devido a seus longos cabelos negros), ficou conhecida como a voz dos "sem voz".

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Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, no noroeste da Argentina, cidade onde foi assinada a declaração de Independência da Argentina em 9 de julho de 1816, na casa de propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.

Sua preocupação sociopolítica refletia-se no repertório que interpretava, tendo sido uma das grandes expoentes da Nueva canción, movimento musical com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas marcado por uma ideologia de rechaço ao imperialismo norte-americano, ao consumismo e às desigualdade sociais.

Mercedes morreu aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, às 5h15min (horário local), em Buenos Aires. Ela foi internada no dia 18 de setembro na Clínica de la Trinidad, no bairro de Palermo, por causa de um problema renal. Seu quadro piorou a partir do momento em que teve complicações hepáticas e pulmonares.

NAT KING COLE

(Cantor e pianista norte-americano) 17-3-1919, Montgomery, Alabama 15-2-1965, Santa Mônica, Califórnia http://www.frasesfamosas.com.br/view/images/authors/thumbnail_f5c3454bc41858eb581cf63227be1fb7.jpg Seu verdadeiro nome era Nathaniel Adams Coles. Como pianista de jazz, Cole fundou em 1939, com Oscar Moore (guitarra) e Wasley Prince (baixo), o elegante King Cole Trio. Seu êxito como cantor deu-lhe destaque sobre o conjunto. Temas como Unforgettable, em que a raiz do jazz está bem presente, tiveram um enorme sucesso nos anos 50. Nat King Cole atuou também na televisão, com um espetáculo próprio. Ele não foi apenas um cantor de sucessos populares, mas também um grande jazzista. Seu estilo elegante e a voz de veludo influenciaram artistas tão diversos como Oscar Peterson, Diana Krall, Chuck Berry, Ray Charles e Otis Redding. Somando quase 80 músicas de sucesso desde esse período até os anos 60, ele rivalizou com Frank Sinatra, algo excepcional para um artista negro numa época de discriminação racial. Cole foi o primeiro negro a ter um programa semanal na televisão americana e fez vários filmes, como "St. Louis Blues" e "Blue Gardenia". Em 50 nasceu sua filha Natalie, que também se tornou cantora de sucesso.

NISE DA SILVEIRA

Foi quando não apertou o botão do eletrochoque que Nise da Silveira começou - com sua rebeldia - uma revolução. Mudou de forma definitiva o tratamento psiquiátrico que se fazia no Brasil da década de 40 - e influenciou a psiquiatria do país até os dias de hoje. Fez da até então secundária e subalterna terapia ocupacional vedete. Apostava que as atividades artísticas não eram simplesmente passatempo, mas tratamento de fato. Acabaram sendo a sua ferramenta para conhecer, estudar e tratar os, usando expressão de que ela gostava, "inumeráveis estados do ser". Nise da Silveira - (1905 - 1999) Era rígida em alguns pontos do trabalho que desempenhava: primeiro, o tratamento das pessoas com doença mental precisava ser feito com carinho, entendendo o paciente como um ser humano - com suas sensibilidades, fraquezas, necessidades - e tratando dele com o respeito necessário. Quem estivesse por perto tinha que usar do mesmo afeto para cuidar dos doentes mentais - ou virava desafeto. Segundo ela, terapia ocupacional não podia ser entendida como mera ocupação. Mais do que pinturas, desenhos ou arte, enxergava naqueles trabalhos testemunhos e expressões que possibilitariam o conhecimento mais profundo do universo das pessoas esquizofrênicas. Essas manifestações, as obras resultantes, permitiam penetrar no mundo interno daquelas pessoas - por isso não podiam ser vendidas ou desagregadas. Dinheiro nenhum pagava aquelas expressões e a análise que elas permitiam das angústias humanas. Fundou duas instituições que refletiam o pioneirismo de sua metodologia e de suas convicções: o Museu de Imagens do Inconsciente e a Casa das Palmeiras. Tão revolucionárias quanto Nise, as entidades ainda hoje são referência no tratamento psiquiátrico brasileiro.

PAGU

"Musa trágica da Revolução", no dizer de Carlos Drummond de Andrade Pagu (Saboeiro, 1910-1962). Patrícia Rehder Galvão, conhecida pelo pseudônimo de Pagu, nasceu em São João da Boa Vista em 9 de junho de 1910. Poetisa, romancista, crítica, cronista, ilustradora e autora teatral, Pagu foi uma revolucionária. Aos 19 anos, recém saída da Escola Normal da Capital, em São Paulo, juntou-se ao movimento antropofágico – gestado pelo casal modernista Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, Mário de Andrade e Raul Bopp, dentre outros. Estreou na Revista de Antropofagia em sua fase mais radical, a chamada “segunda dentição”, juntamente com Oswald, com quem foi casada de 1930 a 1934. Aos 20 anos, viajou a Buenos Aires, onde encontrou o líder comunista Luís Carlos Prestes e conheceu o escritor Jorge Luís Borges. Militante do Partido Comunista, Pagu foi a primeira mulher presa por questões políticas no Brasil por sua participação em greve dos estivadores de Santos, em 1931. Permaneceu presa algumas semanas na Cadeia de Santos, edifício que atualmente sedia a Oficina Cultural Regional Pagu – da qual é patronesse. Correspondente de vários jornais, Pagu visitou os Estados Unidos, o Japão e a China. Entrevistou Sigmund Freud e assistiu à coroação de Pu-Yi, o último imperador chinês. Por intermédio dele, conseguiu sementes de soja que foram enviadas ao Brasil e introduzidas na economia agrícola nacional. Casada com o crítico de arte Geraldo Ferraz, radicou-se em Santos e foi crítica literária, teatral e de televisão do jornal “A Tribuna”. Liderou a construção do Teatro Municipal, fundou a Associação dos Jornalistas Profissionais e criou a União do Teatro Amador de Santos, por onde passariam os novatos Aracy Balabanian, José Celso Martinez Correa, Sérgio Mamberti e Plínio Marcos. Pagu foi também a primeira tradutora de Arrabal para o português, introduzindo o teatro do absurdo no cenário brasileiro. Lutou desde 1949 contra um câncer, e encerrou sua brilhante trajetória no ano de 1962. Patrícia Rehder Galvão que também foi Patrícia, que também foi Zaza, mas será eternamente Pagú. poema homenagem que originou o cognome: “Pagú tem uns olhos moles uns olhos de fazer doer. Bate-coco quando passa. Coração pega a bater." (Raul Bopp) seu último pedido no leito de morte: "desabotoa-me esta gola”. (Geraldo Ferraz, A Tribuna, 16/12/1962)

PATATIVA DO ASSARÉ

Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré, Ceará, 5 de março de 1909 — 8 de julho de 2002), foi um poeta popular, compositor, cantor e improvisador brasileiro.

Mas não esmorece e procura vencer.

Da terra querida, que a linda cabocla

De riso na boca zomba no sofrê

Não nego meu sangue, não nego meu nome.

Olho para a fome , pergunto: que há ?

"Eu sou de uma terra que o povo padece

Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,

Sou cabra da Peste, sou do Ceará."

Uma das principais figuras da música nordestina do século XX. Segundo filho de uma família pobre que vivia da agricultura de subsistência, cedo ficou cego de um olho por causa de uma doença. Com a morte de seu pai, quando tinha oito anos de idade, passou a ajudar sua família no cultivo das terras. Aos doze anos, frequentava a escola local, em qual foi alfabetizado, por apenas alguns meses. A partir dessa época, começou a fazer repentes e a se apresentar em festas e ocasiões importantes. Por volta dos vinte anos recebeu o pseudônimo de Patativa, por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave. Sendo muito amigo da família Diniz.

Pneumonia derrota, aos 93 anos, grande nome da cultura popular brasileira, influência básica na música nordestina

É melhor escrever errado a coisa certa do que escrever certo a coisa errada...(Patativa do Assaré)

RACHEL DE QUEIROZ

Rachel de Queiroz, nasceu em Fortaleza - CE,Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — e faleceu em 4 de novembro de 2003 - Rio de Janeiro, )filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descendendo, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar (sua bisavó materna — "dona Miliquinha" — era prima José de Alencar, autor de "O Guarani"), e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas em Quixadá, onde residiam e seu pai era Juiz de Direito nessa época.

Fugindo dos horrores da seca de 1915, em julho de 1917 transfere-se com sua família para o Rio de Janeiro, fato esse que seria mais tarde aproveitado pela escritora como tema de seu livro de estréia, "O Quinze". Com o pseudônimo de "Rita de Queluz" ela envia ao jornal "O Ceará", em 1927, uma carta ironizando o concurso "Rainha dos Estudantes", promovido por aquela publicação. O diretor do jornal, Júlio Ibiapina, amigo de seu pai, diante do sucesso da carta a convida para colaborar com o veículo. Três anos depois, ironicamente, quando exercia as funções de professora substituta de História no colégio onde havia se formado, Rachel foi eleita a "Rainha dos Estudantes". Com a presença do Governador do Estado, a festa da coroação tinha andamento quando chega a notícia do assassinato de João Pessoa. Joga a coroa no chão e deixa às pressas o local, com uma única explicação "Sou repórter". Faleceu, dormindo em sua rede, no dia 04-11-2003, na cidade do Rio de Janeiro. Deixou, aguardando publicação, o livro "Visões: Maurício Albano e Rachel de Queiroz", uma fusão de imagens do Ceará fotografadas por Maurício com textos de Rachel de Queiroz.

"[...] tento, com a maior insistência, embora com tão precário resultado (como se tornou evidente), incorporar a linguagem que falo e escuto no meu ambiente nativo à língua com que ganho a vida nas folhas impressas. Não que o faça por novidade, apenas por necessidade. Meu parente José de Alencar quase um século atrás vivia brigando por isso e fez escola."

ROSE MAPENDO

Meu nome é Rose Mapendo, e eu sou Embaixadora da Organização Mapendo Internacional. Trabalhamos para resgatar e proteger os refugiados de risco que têm caído por entre as fendas da ajuda humanitária em África. Sou da República Democrática do Congo.

Rose e sua família em Phoenix, Arizona, ano de 2006.

O ano é 1998, o lugar é um campo de concentração para refugiados Tutsi no Congo. A propósito, 80% de todos os refugiados e desabrigados no mundo são mulheres e meninas. Podemos chamar esse lugar no Congo de campo da morte, porque os que não são assassinados, morrerão de doenças ou de fome. Os protagonistas dessa história são uma jovem mulher, Rose Mapendo, e seus filhos. Ela esta grávida e viúva. Os soldados a forçaram a assistir seu marido ser torturado e morto. De alguma forma ela consegue manter suas sete crianças vivas, e alguns meses mais tarde, dá luz a gêmeos prematuros. Dois minúsculos garotinhos. Ela corta o cordão umbilical com um graveto e o amarra com seu próprio cabelo. Ela dá a seus filhos os nomes dos comandantes do campo para ganhar a benção deles e poder alimentá-los com chá preto, já que seu leite não pode sustentá-los. Quando os soldados invadem sua cela para estuprar sua filha mais velha, ela agarra sua filha e se recusa a largá-la, mesmo quando eles apontam uma arma para sua cabeça. Milagrosamente, a família sobrevive por 16 meses, e então, por extraordinária sorte, e o coração apaixonado de um jovem americano, Sasha Chanoff, que consegue colocá-la em um avião de resgate americano, Rose Mapendo e seus nove filhos pousam no Phoenix, Arizona onde agora vivem e prosperam. (Parte do discurso de Isabel Allende - Histórias de Paixão)

"O momento em que eu perdoei meus algoz do meu mais profundo do coração, foi o momento que eu sobrevivi." Rose Mapendo

RUBEM ALVES

Rubem Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, sul de Minas Gerais, naquele tempo chamada de Dores da Boa Esperança. A cidade é conhecida pela serra imortalizada por Lamartine Babo e Francisco Alves na música "Serra da Boa Esperança". "Enquanto a sociedade feliz não chega, que haja pelo menos fragmentos de futuro em que a alegria é servida como sacramento, para que as crianças aprendam que o mundo pode ser diferente. Que a escola, ela mesma, seja um fragmento do futuro..."

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Na literatura e a poesia encontrou a alegria que o manteve vivo nas horas más por que passou. Após se aposentar no Brasil tornou-se proprietário de um restaurante na cidade de Campinas, onde deu vazão a seu amor pela cozinha. No local eram também ministrados cursos sobre cinema, pintura e literatura, além de contar com um ótimo trio com música ao vivo, sempre contando com “canjas” de alunos da Faculdade de Música da UNICAMP. O autor é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.

SEPÉ TIARAJU

Sepé Tiaraju foi um guerreiro guarani, nascido em data desconhecida no aldeamento jesuítico de São Luis Gonzaga, na região de Sete Povos das Missões, no atual Rio Grande do Sul. Foi batizado com o nome cristão de Joseph e em 07 de Fevereiro de 1750 mudou-se para a Missão de São Gabriel, na região da Campanha gaúcha. Tornou-se líder indígena na Guerra Guaranítica em defesa da terra e dos rebanhos guaranis contra as tropas luso-brasileiras que, de acordo com o Tratado de Madri (1750), passavam a ser posse da Coroa Portuguesa. Por seus feitos, passou a ser considerado um santo popular (embora sem reconhecimento da Igreja Católica) e virou personagem lendário do Rio Grande do Sul. Sua memória ficou registrada na literatura por Basílio da Gama no poema épico "O Uruguay" (1769) e por Ério Veríssimo no romane "O Tempo de o Vento". É-lhe atribuída a exclamação: "Esta terra tem dono!". No dia 21 de setembro de 2009, foi publicada a Lei Federal 12.032/09, que traz em seu artigo 1º o texto: "Em comemoração aos 250 (duzentos e cinquenta) anos da morte de Sepé Tiaraju, será inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, que se encontra no Panteão da Liberdade e da Democracia, o nome de José Tiaraju, o Sepé Tiaraju, herói guarani missioneiro rio-grandense". Como homenagem ao heroísmo e à coragem de Sepé Tiaraju, a rodovia RS-344 recebeu o seu nome. Existe também no Rio Grande do Sul o município de São Sepé, nome que reflete a devoção popular pelo herói indígena.

SIMONE DE BEAUVOIR

Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 - 14 de abril de 1986), filósofa, ensaísta e escritora francesa. Preocupada também com o problema da velhice, que ela aborda em Une Mort très douce (1964 - "Uma morte suave"), sobre a morte de sua mãe num hospital, e La Vieillesse (1970; Old Age), uma amarga reflexão sobre a indiferença da sociedade pelos velhos. Em 1981 ela escreveu La Cérémonie des adieux ("Cerimônia do adeus"), um doloroso relato dos últimos anos de Sartre. Considerada uma mulher corajosa e íntegra, Simone de Beauvoir viveu de acordo com sua própria tese de que as opções básicas de um indivíduo devem ser feitas sobre a premissa e uma vocação igual para o homem e a mulher fundadas na estrutura comum de seus seres, independentemente de sua sexualidade.

SOMALY MAM

Somaly Mam, uma ativista cambojana que luta apaixonadamente contra a prostituição infantil. Quando ela tinha 14 anos, seu avô a vendeu para um bordel. Ela nos contou sobre garotinhas que eram estupradas por homens que acreditavam que transar com uma virgem muito jovem os curaria da AIDS. E de bordéis onde as crianças são forçadas a receber cinco, 15 clientes por dia, e se elas se rebelarem, são torturadas com eletricidade.

A foto é capa de um de seus livros: Inocência Perdida

Em 1997, Somaly Mam fundou a organização humanitária AFESIP, que resgata mulheres e crianças dos bordéis do Camboja, da Tailândia, do Laos e do Vietname. Em2007, criou nos Estados Unidos a Fundação Somaly Mam, cujo objetivo é alertar a opinião pública para este flagelo. A sua atividade humanitária valeu-lhe a atribuição de inúmeros prêmios e distinções, entre eles, o Prêmio Príncipe de Astúrias para a Cooperação Internacional, que já distinguiu personalidades como Nelson Mandela e AlGore, e o título de “Mulher do Ano” pela revista Glamour, em 2006.

SOPHIA LOREN

Seu verdadeiro nome é Sophia Villani Scicolone nasceu em 20 de setembro de 1934, na cidade de Roma, na Itália. Filha ilegítima de Romilda Villani e Riccardo Scicolone, mudou-se logo cedo de Roma para o município de Pozzuoli, em Nápoles, onde viveu em situação econômica muito difícil. Sua mãe partiu para o interior depois que seu pai se recusou a casar com Romilda. Com isso ela decidiu voltar para o interior, para viver perto da avó e, assim, conseguir sobreviver.

Professora de piano e aspirante à atriz, Romilda, sua mãe, teve dias difíceis na cidade de Pozzuoli, em especial durante a Segunda Guerra Mundial, pois o município era alvo freqüente de bombardeios. Depois da guerra a avó de Sophia abriu um pequeno pub e a jovem começou a trabalhar nele servindo às mesas e lavando louça.

Aos 14 anos, Sophia participou de um concurso de beleza em Nápoles. Não ganhou, mas ficou entre as finalistas. A partir dali, fez algumas aulas de interpretação. Em 1950, durante outro concurso de beleza, conheceu o produtor italiano Carlo Ponti que a levou para o mundo do cinema. Em 1957 casou-se com o produtor Carlo Ponti. Como ele já era casado e a lei da Itália não permitia divórcio naquela época, o casamento foi anulado em 1962. Ela precisou, juntamente com ele, se tornar cidadã francesa, para definitivamente se casar em 1965. O casamento durou 50 anos, até a morte de Carlos Ponti em 2007.

Para se dedicar à maternidade, aos poucos foi deixando de lado a carreira de atriz, diminuindo significativamente suas participações em filmes nas décadas de 70 e 80.

Considerada uma das atrizes mais belas da história do cinema, adotou o sobrenome Loren após conhecer a atriz sueca Marta Tóren, sendo Loren uma variação. Não gosta de freqüentar salões de beleza. Prefere fazer ela mesma seus cabelos e suas unhas.

TINA TURNER

Tina Turner (nome artístico de Anna Mae Bullock; Nutbush, 26 de novembro de 1939) é uma cantora americana de R&B, pop, rock e soul, dançarina, além de atriz ocasional e budista. http://tina-turner.clubs.nl/afbeeldingen/album/2788342/tina_turner_on_stage.jpg Foi chamada nos anos 1980 de a Rainha do Rock, e nos 90 de a Rainha do Pop por ter uma voz inconfundível e por usar os graves e os agudos de uma forma ímpar, pelos seus shows eletrizantes, pela sua grande presença de palco e pelas suas pernas longas e bem proporcionadas. Tina Turner é a cantora de rock mais bem sucedida da história vendendo mais ingressos de show do que qualquer outro artista na história da música e com vendas de álbuns excedendo 54 milhões desde seu retorno como cantora solo em 1984. Considerada uma Diva da música e, também, segundo a MTV americana, uma das mais dinâmicas cantoras da história. Tina tem 27 músicas na Billboard Top 10. Ela tornou-se famosa por explosivas apresentações com o The Ike and Tina Turner Revue durante os anos 1960 e 70 e mais conhecida por seu retorno solo no meio dos anos 1980. Aos 17 anos, conheceu Ike Turner e, aos 18 anos começaram a fazer turnês juntos, fazendo parte do coro (backing vocal). Dois anos após o início da banda "The Ikettes", tornou-se a estrela do show, a formação passou-se a chamar Ike Turner & The Kings of Rhythm. Tempos depois teria definitivamente o nome de Ike & Tina Turner. A dupla começou a bater as listas de vendas em 1960 com o hit A Fool In Love. Ao largo da década com ajuda do produtor Phil Spector tiveram êxito com River Deep Mountain High. Em 1971 consagraram o tema "Proud Mary", uma versão da banda Creedence Clearwater Revival. Três anos depois Tina abandonou Ike Turner devido a seu comportamento agressivo, uso de drogas como: cocaína, crack e suas diferenças pessoais. ======= Minha música preferida é: Simply The Best = Adoro sua voz, presença de palco e exemplo de superação.

VLADIMIR MAIAKOVSKI

Vladimir Mayakovsky nasceu na Geórgia, então Rússia, em 1893. http://www.culturapara.art.br/opoema/maiakovski/images/maiakov2.jpg

DESPERTAR É PRECISO Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada. Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada. Vladimir Maiakóvski

Entrou para a facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo ainda na adolescência, sendo preso várias vezes. Junto com David Burlyuk, Khlebnikov e Kruchonykh, publica o manifesto cubo-futurista intitulado Uma bofetada no gosto do público. Após a Revolução de Outubro, trabalhou na Agência Telegráfica Russa, foi redactor da revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), escreveu teatro, fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos. Nuvem de calças, publicado em 1915, foi talvez o seu primeiro grande poema a ser editado. Suicidou-se com um tiro, aos 37 anos de idade, em 14 de Abril de 1930.

WANGARI MAATHAI

A professora Wangari Muta Maathai nasceu em 1940 na cidade de Nveri, no Quênia, e foi a primeira mulher a obter um título de Doutora no Leste e no Centro da África. Em 1964 ela graduou-se em Ciências Biológicas no Mount St. Scholastica College em Atchison, no Kansas (EUA). Dois anos depois concluiu o mestrado na Universidade de Pittsburgh. Depois de realizar o doutorado na Alemanha, Wangari obteve Ph.D na Universidade de Nairobi onde lecionou anatomia animal.

“Nós plantamos árvores para proteger o solo, prevenir a erosão, fazer as pessoas entenderem que a terra é um recurso natural importante. Quando o vento e a água produzem erosão, a terra está perdida para sempre. Mostramos para as pessoas que o solo onde elas plantam é fundamental para ter boas colheitas. As árvores também são uma fonte de energia para a maioria das populações rurais”. Wangari Maathai, do Quênia, ganhadora do prêmio Nobel, que plantou 30 milhões de árvores. E devido a isso, ela mudou o solo e o clima em alguns lugares na África, e, é claro, a situação econômica de muitos povoados.

Créditos e Autoria

Os textos aqui postados são pesquisados em livros e na internet. Alguns desconheço sua autoria, muito embora, busco incessantemente descobrir. Nossa intenção em postá-los nesse espaço é compartilhar e espalhar conhecimento. Acreditamos que essa é a vontade de nossos ancestrais. Afinal, de que adianta um livro guardado em nossa estante? É envolta nessa aura de desejo em repassar, distribuir, informar, que ousamos acarinhar os corações que aqui chegarem. Deixamos nossa eterna gratidão à todos os seres Maravilhosos, que nos legaram com tantas pérolas. E através desse legado, nos permitem espalhá-las como flores ao vento... Que todos sejam triplamente abençoados!!!

Com Amor,

Madre Del'Alma,

Namastê!